Collor fala em Cuiabá e defende resgate da esperança da juventude brasileira

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Com a participação de internautas, o pré-candidato à Presidência da República Fernando Collor de Mello (PTC/AL) defendeu, nesta quarta-feira (28), em entrevista ao radialista Lino Rossi, da rádio Mega FM, de Cuiabá, o resgate da esperança do povo brasileiro, sobretudo da juventude. Ele explicou que sua postulação é um projeto que tem como visão o liberalismo com consciência social. Collor ressaltou, também, que tem experiência no Executivo e Legislativo para realizar as mudanças que o Brasil precisa, modernizando o País. “A diferença é que eu sei como fazer. As pessoas querem um candidato que nunca administrou nada ou um que sabe e já mostrou como se faz no comando do Poder Executivo?”.

Na entrevista que durou mais de uma hora, o senador disse estar disposto a oferecer ao Brasil a experiência acumulada como prefeito de Maceió, deputado federal, governador de Alagoas, presidente da República e, há 12 anos, como senador reeleito. “Quero oferecer minha capacidade de trabalho acumulada nesses anos de vida e minha total dedicação à causa pública, como também as minhas ideias que foram consagradas nas urnas em 1989 e, ao que parece, continuam atuais”.

Diante do cenário de dificuldades, Collor reforçou que o brasileiro pode, sim, ter esperança em dias melhores, visto que há um caminho a ser seguido e que já foi testado.

“Desejamos fazer com que o sentimento da esperança seja renascido, especialmente nos jovens brasileiros. Eles estão guardando dentro de si a desesperança de não encontrar um lugar ao sol, desacreditando no futuro do nosso País. Por este conjunto de fatores, deixo a mensagem para que eles não percam a sua esperança, que não deixem apagar este sentimento. É a esperança que nos dá a segurança para seguir em frente, para construir algo melhor às nossas famílias, para resolver os problemas que nos afligem. Este sentimento é o mesmo que permite o desejo de um país próspero, digno e à altura das melhores expectativas da população brasileira”.

Collor destacou, também, que o liberalismo com consciência social, iniciado em seu governo, precisa ser continuado, tornando o Estado menos inchado e mais ágil com a sua máquina, com a presença forte de ações da área da segurança pública no combate ao crime, além da mão aberta para a saúde e a educação. O ex-presidente destacou, ainda, a necessidade de um controle maior das contas públicas, defendendo que a iniciativa privada e o empreendedorismo sejam incentivados na construção de um País moderno, com o Estado atuando apenas nas suas obrigações legais.

“Depois que deixei a Presidência, houve um retrocesso do que é, na concepção real, um Estado no tempo moderno. O Estado somente desejando resolver todos os problemas, ao mesmo tempo, fica inchado e, portanto, não consegue satisfazer as necessidades básicas da sociedade. Nosso projeto lá atrás foi de centro, liberal, progressista e, hoje, continua sendo. Não mudei em nenhum momento a minha linha de pensamento e de conhecimento do que o Brasil deve ser”.

Para Collor, todas as propostas dos pré-candidatos que estão na disputa das eleições deste ano devem ser levadas em consideração. Contudo, a diferença da sua para as demais diz respeito às provas e às conquistas que o seu governo teve, bem como o legado deixado para as gerações futuras. “Eu já dei provas do que eu posso fazer e tenho experiência para executar. Quando se busca um nome no momento de crise pela qual o Brasil atravessa, procura-se alguém de experiência que possa arrumar a casa ou um candidato que nunca conseguiu entrar numa casa e fazer algo de concreto? Eu tenho essa vantagem, uma longa experiência de vida pública com passagens e conquistas nos Poderes Executivos e Legislativo”.

Na oportunidade, Collor fez um resgate dos atos à frente da Presidência, como o enxugamento da máquina administrativa, a abertura econômica e comercial do país, a quebra de monopólios, privilégios e reservas de mercado, além do enfrentamento de grandes grupos econômicos e poderosos políticos da época. Collor destacou, ainda, que tirou o País do atraso da revolução industrial de 1ª e 2ª gerações e o incluiu na terceira geração, a da informatização, assegurando avanços em demandas sociais como educação, saúde, assistência social e meio ambiente. Ele também sancionou leis de grande relevância, como o Código de Defesa do Consumidor, o ECA, a Lei Rouanet, o Regime Jurídico Único dos Servidores, a Lei de Improbidade Administrativa, a Lei de criação do SUS, entre tantas outras.

“Como presidente, trabalhamos para que o Brasil deixasse de lado este complexo de inferioridade, abrindo-se para o mundo ao se mostrar como parceiro confiável nos campos social, humano e econômico. Quando chegamos à presidência, os carros não tinham qualidade. Porém, hoje são mais de 400 modelos, de modo que a população pode escolher um veículo de qualidade. A telefonia celular foi outra conquista para os brasileiros, bem como os computadores, entre outros avanços. Foram dois anos e meio de conquistas”, reforçou.