Collor vai liderar grupo parlamentar de senadores que visitará Venezuela

3 agosto 2017
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Categoria: Notícias
3 agosto 2017, Comentários: 0

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O nome do presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL), foi sugerido, na sessão ordinária da manhã desta quinta-feira (3), para liderar um grupo parlamentar de senadores que vai à Venezuela com finalidade de dialogar com as forças políticas do país diante da crise política e humanitária que aquela nação enfrenta. Mais de 100 mortes, entre militantes “chavistas” e da oposição ao governo de Nicolás Maduro, foram registradas ao longo dos últimos meses. Na sessão da CRE, Collor assegurou que, antes das diligências, a comissão externa manterá contatos prévios com representantes do Itamaraty e, também, com o governo e a oposição daquele país.

De acordo com Collor, o Brasil não deve se omitir diante da realidade que os venezuelanos estão enfrentando, visto que é uma nação vizinha. O parlamentar já adiantou que, na sua visão, só por meio do diálogo será possível construir uma saída, ressaltando que a comissão externa será formada não com o objetivo de acabar com a crise na Venezuela, mas, sim, com a tentativa de contribuir de alguma maneira na retomada do diálogo entre governo e a oposição venezuelana. Após a aprovação do requerimento na CRE, a criação da comissão vai à votação no Plenário do Senado.

“No meu modo de ver, nessa questão da Venezuela, a busca de um consenso para voltar à estabilidade política deve partir do reconhecimento por parte da oposição de que o chavismo é algo que real, ou seja, é um movimento político importante que ocorre na Venezuela, que tem apoio popular e que tem os seus adeptos. A questão reside mais na figura de quem exerce a Presidência e que deveria propor um diálogo nacional, com a oposição reconhecendo que o chavismo é um movimento que existe. Encontrando, assim, uma maneira de haver uma transição pacífica, sem esses confrontos e mortos. É uma coisa que não tem sentido,” pontou. O requerimento criando a comissão externa é de autoria do senador Jorge Viana (PT/AC).

Durante a discussão do tema na Comissão de Relações Exteriores, Collor apontou que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela penaliza os mais pobres. O senador relembrou que, ao longo da história recente, estas reações dos países ocidentais sempre penalizaram os mais fragilizados da sociedade. Como forma de se buscar uma solução, o senador projetou que existem ações diplomáticas por meio da utilização dos canais que podem suprimir os embargos econômicos.

“Essas medidas dos EUA em relação à pessoa do presidente, vá lá, mas, em relação ao país, à Venezuela como um todo, ou seja, cortando a importação de óleo, essa questão desses embargos, nós já temos vários exemplos de que são medidas que não levam a uma solução plausível e aceitável. Porque, com esses embargos, os que mais sofrem são aqueles mais fragilizados da sociedade e do país, que ficam sem disponibilidade de serviços públicos, que ficam sem condições de trabalho. Não são os que estão no poder que sofrem com o embargo econômico, são os mais vulneráveis dessa sociedade vitimada por estas ações isoladas”, sentenciou.

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