Collor defende resgate do clima vivido durante a realização da Rio 92

23 fevereiro 2018
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Categoria: Notícias
23 fevereiro 2018, Comentários: 0

4399e3c7-5de3-48e3-9792-2081f5742770Responsável por reunir cerca de 200 líderes mundiais no Brasil, durante a realização da Rio 92, que pautou globalmente, e pela primeira vez, a discussão ambiental, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Fernando Collor (PTC), defendeu, nesta quinta-feira (22), “um novo despertar global no debate sobre economia sustentável”, resgatando o clima vivido há 26 anos. Collor presidiu a instalação da subcomissão temporária dos preparativos do 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado de 18 a 23 de março, em Brasília.Durante a abertura dos trabalhos, Collor apontou que discussões ambientais ao longo dos últimos anos estão sendo realizadas “a passos curtos e com tropeços”, sendo necessária, o quanto antes, uma mudança de postura dos líderes mundiais no debate. O ex-presidente ressaltou que o fórum se apresenta como uma grande oportunidade para este momento, visto que vai reunir especialistas e parlamentares, entre outras autoridades.

“Adiamentos e atrasos são uma constante quando tratamos da questão ambiental. Agora, teremos a oportunidade de romper com esse padrão no 8º Fórum Mundial da Água. O evento reveste-se de importância ainda maior pela alarmante e crescente crise hídrica global. Não restam mais dúvidas de que a água, muito em breve, será o petróleo do século 21, com todas as ocorrências e concorrências que isso deverá trazer ao ambiente das relações internacionais e mesmo da segurança nacional, a começar pelo debate sobre as bases e conceitos do compartilhamento do uso da água e suas reservas”, defendeu Collor.

Collor lembrou que, durante a Rio 92, o Brasil conseguiu fazer ressoar nos ouvidos da comunidade internacional a urgência e a importância das demandas ambientais. O senador recordou que o mundo dava mostras de ter despertado para a ameaça que o cercava, propondo medidas substantivas para enfrentar o problema, dando, inclusive, projeção ao conceito de desenvolvimento sustentável – que passou a integrar a pauta de qualquer discussão econômica que se propusesse relevante entre as nações.

“Ao superar todas as expectativas, o evento converteu-se em um divisor de águas, em um marco das tratativas ambientais. Diversos acordos foram assinados na oportunidade, como as convenções internacionais sobre biodiversidade e mudança climática, a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e a AGENDA 21. Após esse excepcional despertar, veio um novo adormecer de grande parte da comunidade internacional. O percurso para uma economia sustentável foi sendo trilhado a passos curtos, com tropeços aqui e acolá”, acentuou o parlamentar.

Já como senador, a partir de 2009, Collor se empenhou pela realização de um novo encontro mundial do meio ambiente no Rio de Janeiro em 2012, a Rio+20, na qual teve participação relevante o então senador Rodrigo Rollemberg. “Os resultados ali consignados foram bastante positivos, com a aprovação do princípio do não-retrocesso, inspirado na ideia do ministro Hermann Benjamin”, expôs o ex-presidente.

Na instalação da subcomissão, o ministro de Relações Exteriores, Aloísio Nunes (PSDB), relembrou o sucesso da Rio 92, acrescentando que os resultados obtidos à época superaram todas as melhores expectativas, com o tucano desejando o mesmo sucesso ao fórum. O objetivo da subcomissão é tomar providências e indicar diretrizes para a participação do Congresso Nacional neste encontro. A capital federal será palco de 200 sessões de debates, recebendo mais de 40 mil pessoas de 150 países.

Já o presidente da subcomissão será o senador Jorge Viana (PT-AC). Segundo ele, a ação é uma grande oportunidade de trazer o tema do Fórum para o Parlamento. E já se antecipando ao provável legado do evento, Jorge Viana protocolou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 4/2018 que assegura aos cidadãos brasileiros o acesso à água como um direito fundamental, como vem recomendando a Organização das Nações Unidas (ONU) ao mundo inteiro.

O compartilhamento das águas e a gestão conjunta das nações sobre este bem também será tema de debate no Fórum. Para Viana, o Brasil, que ganhou – numa árdua disputa com a Dinamarca – o direito de sediar o encontro, tem muito a conhecer e a se aprofundar no tema, ajudando o planeta a superar o desafio da escassez da água, numa agenda que mistura passado, presente e futuro.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), por sua vez, será o vice-presidente. A subcomissão será composta ainda por Roberto Muniz (PP-BA); Ana Amélia (PP-RS); Fátima Bezerra (PT-RN); Acir Gurgacz (PDT-RO); Armando Monteiro (PTB-PE); Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE); Flexa Ribeiro (PSDB-PA); Hélio José (PROS-DF); Lasier Martins (PSD-RS); Otto Alencar (PSB-BA); Reguffe (sem partido-DF); e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

 

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