Collor defende resgate da agenda econômica que gerou emprego e renda

15 março 2018
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Categoria: Notícias
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Plenário do Senado

Há 28 anos, Fernando Collor de Mello era empossado como presidente da República. No comando do país, Collor iniciou uma agenda de trabalho que trouxe diversos avanços para população, entre os quais a modernização da indústria automotiva, enxugamento da máquina pública, valorização dos trabalhadores e aposentados e a abertura da economia do país para o mundo. Este último ato foi considerado, em recente relatório do Banco Mundial, um exemplo a ser seguido nos dias de hoje pelos líderes do Mercosul.

“O aumento dos rendimentos reais das famílias pobres foi o dobro do aumento dos rendimentos das famílias mais ricas”, aponta o relatório ao analisar as medidas iniciadas por Collor. Durante discurso realizado na tarde desta quinta-feira (15), o senador defendeu que o país resgate a base deste projeto iniciado por ele na presidência, garantindo aos brasileiros uma nova oportunidade na criação de emprego e na expansão da renda para os mais pobres.

Para Collor, os dados e o relatório da instituição mostram que a não continuidade da agenda iniciada por ele afetou a oportunidade de ter duas gerações com milhões de crianças e jovens como futuros trabalhadores mais bem preparados profissionalmente. “É uma pena, de fato, que todo um programa de governo que mostra resultados até os dias de hoje, com reconhecimento internacional como é o caso do Banco Mundial, tenha sido interrompido e frustrado um futuro melhor de gerações inteiras de nossa população”, lamenta. Contudo, Collor defende que seja retomado um sólido e correto desenvolvimento da análise econômica para o país sair das dificuldades que enfrenta hoje, recheadas de paternalismos, protecionismos e intervencionismos de toda ordem.

“Dificuldades traduzidas por uma administração pública refém da ‘auditocracia’, da ‘controlocracia’ e da ‘licenciocracia’, todas elas adeptas de um mal maior: a burocracia anacrônica que impede o arejamento da atividade econômica e a implantação de políticas essenciais voltadas para a educação, para a saúde e, hoje, com ênfase, para a segurança pública. O Brasil só conseguirá escapar do miasma estatista quando encontrar de vez uma alternativa viável, pragmática, coerente e duradoura. E essa alternativa está na agenda adotada há quase 30 anos e que se tornou, como mostra o Banco Mundial, a salvaguarda dos fundamentos de uma política econômica racional e eficaz, quais sejam: a abertura comercial, a desestatização, a livre concorrência, a meritocracia e a prioridade na inovação, na educação fundamental e na qualificação da mão de obra”.

O senador apontou que as bases deste trabalho feito à época da presidência lhe trazem agora, com a experiência adquirida e a certeza da trilha correta a seguir, a missão de redimir o espírito de liberdade e progresso. “É com base nesses fundamentos de um centro liberal e progressista que almejo, como pré-candidato à presidência da República pelo Partido Trabalhista Cristão, lançar as sementes de uma regeneração que frutificará o real e definitivo desenvolvimento sustentável do Brasil. Eu fiz, provo que fiz e posso fazer novamente, e melhor”, expôs.

Sugestões Banco Mundial

No relatório, o Banco Mundial aponta que medidas como desburocratização, expansão da educação, diminuição do peso do Estado e das barreiras regulatórias, bem como uma agenda de reformas voltadas ao aumento da produtividade que o país vem adiando há décadas, podem resultar no crescimento da economia brasileira. Este conjunto de medidas, como na liberalização comercial feita em diversos países, projeta para um aumento da taxa média de crescimento de 2% ao ano após a adoção da medida. Assim, segundo o documento, com esse ato o Brasil pode tirar 6 milhões de pessoas da pobreza com uma abertura coordenada com seus pares do Mercosul e mais 3 milhões caso alcance os benefícios dessa abertura de forma mais equilibrada em todo o país.

“Ou seja, o melhor programa social, a mais eficiente forma de combater a desigualdade e a pobreza é a geração de empregos. E isso se dá, fundamentalmente pelo crescimento econômico induzido, dentre outros fatores, pela abertura comercial. Nesse sentido, vale sempre lembrar que o emprego reside na iniciativa privada, e não no Estado”.

Collor apontou que cada um dos problemas e soluções apontados pelo relatório do Banco Mundial, é possível correlacioná-los a outras iniciativas da política econômica do seu governo, a exemplo da redução drástica do aparto estatal, burocrático, implantação do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade, o PBQP, cujo propósito era o de auxiliar as empresas brasileiras no mundo da concorrência internacional, investimento na educação, entre outros.

“Infelizmente, o processo de modernização do Brasil foi atropelado por conjunturas políticas que me impediram de completar os 5 anos de meu governo. Sem dúvida, a metade restante do meu mandato serviria para consolidar todo aquele processo iniciado em 15 de março de 1990. Hoje, vê-se que o resultado daquela interrupção culminou com um retrocesso em que o Brasil deixou de se desenvolver em sua plenitude social e econômica pelo período completo de duas gerações”, expressou.

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