Collor critica o emprego do Exército em áreas urbanas e defende uso de policiais

22 junho 2017
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Categoria: Notícias
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O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL), criticou, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (22), o uso de integrantes das Forças Armadas para ações de combate ao crime em áreas urbanas, bem como o emprego do Exército para reprimir manifestações. Na visão de Collor, o correto nessas ocasiões é contar com o apoio das polícias. Nesta quinta-feira, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas apresentou aos parlamentares um raio-X das ações da Força.

De acordo com Collor, a utilização das Forças nas ruas não é exatamente uma atribuição que está prevista na Constituição Federal. Ele defendeu que os militares devem ser constantemente preparados para as ações de combate aos inimigos e, portanto, as táticas de guerra não devem ser aplicadas nas ruas. O parlamentar classificou como “tranquilizadoras” as palavras do general de que “não há nenhuma inquietação das Forças diante da crise política”.

“As Forças Armadas nas ruas não é exatamente uma atribuição que está prevista na nossa Constituição Federal. Os militares devem se manter adestrados, operacionais para os casos já previstos de combate ao inimigo. E acredito que essa função não deve ser transferida para embates nas ruas. Espero que não tenhamos que verificar ou assistir de novo à utilização das forças para coibir qualquer tipo de manifestação nas ruas brasileiras”, expôs Collor, que recebeu de colegas o reconhecimento pela postura.

Durante a participação na Comissão Relações Exteriores do Senado, o general Villas Boas refutou qualquer possibilidade de o Exército fazer uma intervenção na democracia brasileira diante do agravamento da crise política que se arrasta há mais de três anos, como alguns grupos ditos “nacionalistas” defendem. Para o general, a função das Forças Armadas é assegurar a estabilidade democrática e as funções.

O militar defendeu ainda a criação de um projeto para o país a longo prazo. “É muto triste que a população veja a intervenção militar como saída. Não podemos projetar qualquer tipo de instabilidade na democracia brasileira, seja ela qual for, independente do momento. Essa não é nossa missão, pelo contrário. Nossa missão é garantir o funcionamento das instituições brasileiras que são sólidas”, colocou ele.

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